quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Customer Relationship Management - CRM

 



 

Introdução à gestão da relação cliente

O cliente é geralmente a principal fonte de rendimentos para as empresas. Ora, com a mudança da economia devido nomeadamente à integração das novas tecnologias nas relações cliente-empresa, a concorrência torna-se cada vez mais apertada e assim os clientes podem doravante dar-se ao luxo de escolher o seu fornecedor ou mudar com um simples clique. Os critérios de escolha dos clientes são nomeadamente critérios financeiros, de reactividade da empresa mas igualmente critérios meramente afectivos (necessidade de reconhecimento, necessidade de ser ouvido,…). Assim, num mundo cada vez mais concorrencial, as empresas que desejam aumentar os seus benefícios têm várias alternativas:
  • Aumentar a margem em cada cliente,
  • Aumentar o número de clientes,
  • Aumentar o ciclo de vida do cliente, quer dizer, fidelizá-lo.



As novas tecnologias permitem às empresas conhecer melhor a sua clientela e ganhar a sua fidelidade, utilizando as informações que se relacionam com eles de maneira a delimitar melhor as suas necessidades e, por conseguinte, responder-lhes.

Assim, provou-se que fidelizar um cliente ficava 5 vezes mais barato do que prospectar novos. É a razão pela qual um grande número de empresas orienta a sua estratégia em redor dos serviços propostos aos seus clientes.

O que é o CRM ?

O CRM ((Customer Relationship Management, ou em português GRC, gestão da relação cliente) visa propor soluções tecnológicas que permitem reforçar a comunicação entre a empresa e os seus clientes, para melhorar a relação com a clientela automatizando as diferentes componente da relação cliente:
  • A ante-venda: trata-se do marketing, consistindo em estudar o mercado, isto é, as necessidades dos clientes e iniciar diligências. A análise das informações recolhidas sobre o cliente permite à empresa re-examinar a sua gama de produtos para responder mais precisamente aos seus desejos. O Enterprise Marketing Automatização (EMA) consiste assim em automatizar as campanhas de marketing.
  • As vendas: A Automatização das Forças de Vendas (Sales Forces Automation, SFA), consiste em fornecer instrumentos de pilotagem ao comerciais para os apoiar nas suas diligências de prospecção (gestão dos contactos, dos encontros, das reactivações, mas também auxílio à elaboração de propostas comerciais,…).
  • A gestão do serviço clientela: o cliente gosta de saber que é conhecido na empresa e não suporta ter de recapitular, a cada contacto, o historial da sua relação à empresa.
  • O pós-venda, que consiste em fornecer uma assistência ao cliente, nomeadamente através da criação decentros de chamadas (chamados geralmente Call centers, Help Desk ou Hot-Line) e através da disponibilização em linha de informações de apoio técnico.



O objecto do CRM é estar mais à escuta do cliente para responder às suas necessidades e para o fidelizar. Um projecto de CRM consiste então em permitir a cada sector da empresa aceder ao sistema de informação, para estar em condições de melhorar o conhecimento do cliente e fornecer-lhe produtos ou serviços que respondem o melhor possível aos seus desejos.

Business Inteligence – BI



A Inteligência Empresarial, ou Business Intelligence, é um termo do Gartner Group. O conceito surgiu na década de 80 e descreve as habilidades das corporações para acessar dados e explorar as informações ( normalmente contidas em um Data Warehouse/Data Mart), analisando-as e desenvolvendo percepções e entendimentos a seu respeito, o que as permite incrementar e tornar mais pautada em informações a tomada de decisão(JFF).


As organizações tipicamente recolhem informações com a finalidade de avaliar o ambiente empresarial, completando estas informações com pesquisas de marketing, industriais e de mercado, além de análises competitivas. Organizações competitivas acumulam "inteligência" à medida que ganham sustentação na sua vantagem competitiva, podendo considerar tal inteligência como o aspecto central para competir em alguns mercados.

Geralmente, os coletores de BI obtêm as primeiras fontes de informação dentro das suas empresas. Cada fonte ajuda quem tem que decidir a entender como o poderá fazer da forma mais correta possível. As segundas fontes de informações incluem as necessidades do consumidor, processo de decisão do cliente, pressões competitivas, condições industriais relevantes, aspectos econômicos e tecnológicos e tendências culturais. Cada sistema de BI determina uma meta específica, tendo por base o objetivo organizacional ou a visão da empresa, existindo em ambos objetivos, sejam eles de longo ou curto prazo...



Inteligência Artificial – IA


INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL  
Existem dois pontos de partida para definir a I.A. - sonho e tecnologia
Terry Winograd
Inteligência Artificial é hoje um domínio do conhecimento cada vez mais ‘na moda’. Dela fala-se, escreve-se, ouve-se falar, lê-se. Mas saberemos nós o que é na verdade esta ciência, o que estuda, que aplicações práticas tem? A verdade é que muitas vezes os nossos conhecimentos sobre Inteligência Artificial (I.A.) não vão além do ‘isso tem qualquer coisa a ver com computadores, não é?’
A Inteligência Artificial é por um lado uma ciência, que procura estudar e compreender o fenómeno da inteligência, e por outro um ramo da engenharia, na medida em que procura construir instrumentos para apoiar a inteligência humana. A I.A. é inteligência como computação, tenta simular o pensamento dos peritos e os nossos fenómenos cognitivos.
No entanto, a I.A. continua a ser a procura do modo como os seres humanos pensam, com o objectivo de modelizar esse pensamento em processos computacionais, tentando assim construir um corpo de explicações algorítmicas dos processos mentais humanos. É isto o que distingue a I.A. dos outros campos de saber, ela coloca a ênfase na elaboração de teorias e modelos da Inteligência como programas de computador.
Allen Newell em 1977, levantando a questão sobre o que é a Inteligência Artificial responde que "A I.A. é conhecimento - teoria, dados, avaliação - que descreve os meios para alcançar uma classe de fins desejados."
Os estudos em I.A. actualmente dividem-se em quatro ramos fundamentais. Distingamos assim uma área ligada ao estudo das redes neuronais e ao conexionismo que se relaciona também com a capacidade dos computadores aprenderem e reconhecerem padrões. Um outro ramo ligado à biologia molecular na tentativa de construir vida artificial. Um terceiro relacionado com a robótica, ligada à biologia e procurando construir máquinas que alojem vida artificial. E finalmente o ramo clássico da I.A. que se liga desde o início à Psicologia, desde os anos ’70 à epistemologia e desde os anos ’80 à sociologia, e que tenta representar na máquina os mecanismos de raciocínio e de procura.
Mas onde está a I.A.? Certamente ‘dentro dos agentes que são capazes de representar as situações que enfrentam e de realizar acções possuindo processos para manipular essas representações’. Mas estará ela no algoritmo, ou pelo contrário na arquitectura de estados mentais?
A construção de máquinas inteligentes pressupõe a existência de estruturas simbólicas (representação), a capacidade de elas poderem raciocinar (procura) e a existência de conhecimentos (matéria prima). Assim o campo mais popular da I.A. é sem dúvida o da engenharia do conhecimento pois é aí que se concebem os sistemas periciais, que são capazes de representar conhecimentos e de raciocinar.
Uma outra questão que se levantou desde os primeiros anos de I.A. foi se os computadores seriam realmente capazes de aprender. Questão que, a par da questão da representação de conhecimentos, e da capacidade das máquinas serem inteligentes e capazes de raciocinar é um pilar da investigação em I.A.


Fonte:http://www.citi.pt/educacao_final/trab_final_inteligencia_artificial/ia.html

Sistemas Especialista – SE

Introdução

    O interesse pelos sistemas especialistas (SE) iniciou na década de 70 através do ramo da inteligência artificial que estuda o processamento simbólico. Esses sistemas são capazes de lidar com uma quantidade de dados muito grande sobre uma determinada área, com o objetivo de simular a ação de um especialista ou perito no assunto.
    Para determinados problemas e aplicações onde há um consenso entre os peritos da área, os sistemas especialistas podem se tornar capazes de gerar soluções de forma rápida e precisa. Já para aplicações onde o conhecimento ainda não é bem estabelecido ou que a solução é dependente da previsão/intuição do perito, se torna mais complexa a construção de um sistema especialista eficiente.
    Esses sistemas possuem outros potenciais interessantes. Eles podem procurar padrões complexos na base de conhecimento, sendo capazes de encontrar novas associações que dificilmente seriam descobertas por um perito humano. Também são capazes de aprender e gerar novas regras a partir da sua utilização.
    Este trabalho apresenta as algumas das principais diferenças entre o modelo de sistemas especialistas e convencionais (SC). São apresentados também alguns exemplos de sistemas que já foram construídos e, por fim, será detalhada a arquitetura do sistema CLIPS.


Sistemas Especialistas vs. Sistemas convencionais: principais diferenças
Quanto à representação do conhecimento
SC - conhecimento normalmente é determinístico e fixo. Parte dele situa-se na memória e parte no próprio código do programa.
SE - conhecimento é independente da utilização do programa e é chamado de declarativo.  O acesso ao conhecimento é feito por associação.
Quanto ao aprendizado
SC - para alterar o domínio de utilização de um SC normalmente é necessário alteração no código do sistema.
SE - como se trata de uma aplicação da inteligência artificial, o programa pode ter capacidade de aprender com sua utilização e resolver mais problemas do que inicialmente projetado. Esse aprendizado é possível apenas alterando de forma automática (ou não) as regras do sistema, sem a necessidade de alterar o código do programa.
Quanto aos papéis no sistema

SC

  • Usuário: interage com o sistema e com o desenvolvedor para especificar o sistema
  • Desenvolvedor: interage com o usuário e trabalha na implementação do sistema

SE
  • Usuário final: apenas interage com o sistema através de diálogos
  • Especialista no problema:  interage com o engenheiro do conhecimento para repassar seus conhecimentos
  • Engenheiro do conhecimento: trabalha com a representação do conhecimento do especialista no sistema

Exemplos de Sistemas Especialistas
    Diversos sistemas já foram projetados e construídos, desde a década de 60. Abaixo estão listados alguns dos sistemas e seus propósitos:

  1. Mycin - diagnóstico de doenças do sangue e recomendação de antibióticos.
  2. Dendral - auxiliar na inferência da origem de uma molécula, através do espectro de massa.
  3. Prospector - auxiliar na prospecção mineral.
  4. R1 - auxiliar no pedido de compras máquinas VAX.
  5. SETH - tratamento para envenenamento.
  6. CLIPS - motor para sistemas de diagnóstico.


O Sistema CLIPS

O sistema CLIPS foi desenvolvido na década de oitenta utilizando a linguagem C (ANSI), e não LISP como a maioria dos sistemas baseados em regras. Seu nome significa "C" Language Integration Production System.

Motor de inferência

O CLIPS utiliza um algoritmo de casamento de padrões (pattern-matching) com encadeamento para frente (forward chaining), como mostra a Figura 1. O motor de inferência do CLIPS suporta adição dinâmica de regras, checagem estática e dinâmica de integridade (constraint) e estratégias de resolução de conflitos configuráveis.


forward chainning pattern matching
Figura 1: Casamento de padrões com encadeamento para frente.


Representação do conhecimento

    A linguagem que o CLIPS utiliza para representação do conhecimento é similar com a utilizada no OPS5 e no ART. Podem ser utilizadas as seguintes contruções:
  • afirmações e retrações simples de fatos
  • templates
  • regras/produções if-then
  • objetos e instâncias
Linguagem interna do CLIPS

    O CLIPS também possui uma linguagem orientada à objetos (COOL) que suporta:
  • abstração de dados / encapsulamento - atributos de instâncias só são acessíveis através de mensagens
  • herança múltipla
  • polimorfismo - ligação dinâmica quando um gerenciador de mensagens é ativado
  • casamento de padrões com objetos COOL
    O desenvolvedor da base de conhecimento pode definir um esquema de objetos dentro do CLIPS, escrever classes, instanciar objetos e iniciar inferências nas classes e em fatos. A Figura 2 mostra como o desenvolvedor pode interagir com o esquema de objetos do CLIPS.

cool

Figura 2: Estratégia de desenvolvimento da base de conhecimento orientada à objetos.

Utilizando o clips

    Todas as funcionalidades do CLIPS podem ser acessadas através de chamadas da API C, permitindo embutir o clips em qualquer aplicação que necessite de um comportamento baseado em regras.  As construções do clips podem ser manipuladas através da interpretação dos programas ou através da ligação das contruções compiladas com a aplicação do usuário.

Desvantagens do CLIPS
  • Não suporta encadeamento reverso (backward chaining)
  • Suporta objetos porém seu projeto interno não é em C++
  • Não inclui bibliotecas e rotinas prontas: foi projetado para ser um motor de inferência

Considerações finais
Os sistemas especialistas podem ser úteis na resolução de muitos problemas, podem servir na redução de custos, descoberta de associações que especialistas no assunto podem não conhecer. Além disso eles podem servir no auxílio em situações de emergência pois possuem uma disponibilidade maior que um perito e não possuem emoções que podem alterar o diagnóstico em casos críticos.
Referências
American Association for Artificial Intelligence - Expert systems - http://www.aaai.org/AITopics/html/expert.html 
Luis O. Alvares - Notas de Aula - http://www.inf.ufrgs.br/~alvares/teaching/Sistemas%20Especiali.pdf
Davis, R., Buchanan, B.G., and Shortliffe, E.H., "Production Systems as a Representation for a Knowledge-based Consultation Program," Artificial Intelligence, 8, (1), pp. 15-45, 1977.
Buchanan, B.G. and Feigenbaum, E.A., "DENDRAL and Meta-DENDEAL: Their Applications Dimension," Artificial Intelligence, 11, pp. 5-24, 1978.
Duda, R., Gaschnig, J., and Hart, P., "Model Design in the PROSPECTOR Consultant System for Mineral Exploration," D. Michie, ed., Expert Systems in the Micro-Electronic Age, Edinburgh University Press, pp. 153-167, 1979.
McDermott, J., and Bachant, J., "R1 Revisited: Four Years in the Trenches," AI Magazine, V, (3), pp. 21-32, Fall 1984.
Seth - http://www.chu-rouen.fr/dsii/publi/seth.html
Clips - http://rd13doc.cern.ch/Atlas/Notes/108/Note108-1.html

Enterprise Resource Planning – ERP

O que é ERP (Enterprise Resource Planning)?

Introdução

A evolução tecnológica, o aquecimento - e até mesmo o desaquecimento - da economia, o aumento da oferta de crédito e o alcance de novos mercados estão entre os fatores que elevam significantemente a competitividade das empresas. Para se manter nesse patamar ou para continuar crescendo, as companhias precisam contar com gerenciamento adequado de seus recursos, dados e procedimentos. Um dos caminhos mais utilizados para isso é a adoção de soluções de ERP (Enterprise Resource Planning), isto é, de sistemas de gestão empresarial. Neste artigo, o InfoWester explica o que esse tipo de software significa para uma empresa, quais as suas vantagens e desvantagens, além de outros informações sobre o assunto. Vamos lá?

O que é ERP e qual a sua utilidade?

Em sua essência, ERP é um sistema de gestão empresarial. Imagine que você tenha uma empresa que conta com vários sistemas, um para lidar com as contas a pagar, um para gerar folhas de pagamento, um para controlar vendas, um para gerenciar impostos, um para analisar metas e desempenho, entre outros. Em vez de existir um ou mais softwares para cada departamento da companhia, não seria melhor contar com uma integração entre eles, de forma que todos fizessem parte de um sistema unificado? É justamente isso que uma solução de ERP oferece.
Com um único sistema integrando todos os departamentos - ou pelo menos os setores mais importantes -, a comunicação interna se torna mais fácil e menos custosa. O departamento financeiro, por exemplo, poderá saber rapidamente quanto dinheiro destinar à quitação de impostos e quanto direcionar ao pagamento de funcionários, de acordo com as informações que o setor de gestão de recursos humanos disponibilizar no sistema. O chefe de um determinado departamento poderá avaliar o desempenho de um funcionário e discutir junto ao gerente de RH quanto a empresa pode lhe oferecer de aumento. O departamento de marketing poderá consultar o controle de vendas, perceber que um determinado produto não está tendo a saída desejada e, com base nisso, desenvolver uma nova estratégia para reverter esse quadro. Ao mesmo tempo, pode verificar se a verba disponibilizada pelo departamento é suficiente para esse trabalho ou se é necessário marcar uma reunião para solicitar mais recursos.
Perceba com esses exemplos que há várias situações onde a integração de sistemas se mostra vantajosa. Note que, com sistemas distintos, cada setor teria mais dificuldade para se comunicar com o outro, o que resultaria em maior tempo, mais gastos e até em cansativos procedimentos burocráticos. Além disso, com um sistema de ERP, a empresa passa a ter menos fornecedores de software, o que diminui custos com licenças, suporte técnico, servidores, treinamento, entre outros.
Neste ponto, você já deve ter percebido o quanto sistemas de gestão podem ser importantes para as empresas. Diminuem custos, tornam a comunicação mais eficiente, ajudam na tomada de decisões, permitem uma apuração mais precisa do que está acontecendo na companhia, enfim. Não é por menos que muitas empresas consideram esse tipo de software imprescindível às suas atividades.


Implementação de sistemas de ERP

ERP não é o tipo de software que é comprado na prateleira de uma loja para depois ser instalado em um computador e, em seguida, estar pronto para o uso. Acontece que cada empresa, em face de suas atividades e de suas estratégias operacionais, possui necessidades distintas das outras, portanto, sistemas de ERP só serão funcionais se ao menos as características mais importantes da companhia forem levadas em conta.
Basta entendermos que uma empresa que fabrica medicamentos, por exemplo, tem necessidades bem diferentes de outra que trabalha no ramo de transportes. A primeira precisa se preocupar com obtenção de matéria-prima, pagamento de licenças de patentes, pesquisas em laboratórios, entre outros. A segunda, por sua vez, precisa se preocupar com a idade da frota, com gastos de combustível, com pedágios e assim por diante. Uma empresa também pode atuar em mais de um ramo de atividade ou exercer suas operações em vários estados do país, de forma que se vê obrigada a pagar impostos diferentes em cada local, por exemplo. Enfim, como é possível perceber, cada companhia precisa contar um sistema de gestão que se adapte a ela.
No intuito de controlar gastos, a empresa também precisa definir qual tipo de licenciamento é mais adequado às suas operações: instalação do sistema em servidores próprios, utilização do sistema em servidores terceirizados (geralmente, oferecidos pelo provedor da solução), solução baseada em computação nas nuvens (cloud computing), pagamento por usuário (ou por computador de acesso), uma mistura de uma ou mais dessas modalidades, enfim.
As soluções baseadas em cloud computing costumam ter custo menor, pois a empresa não precisa se preocupar com servidores, manutenção, atualização, entre outros. Além disso, oferece acesso mais fácil para usuários que estão fora das dependências da empresa - um vendedor que está em outra cidade visitando um cliente, por exemplo. Por outro lado, podem resultar em gastos maiores ao longo prazo porque, em geral, seu tipo de licenciamento exige pagamento periódico, como se fosse uma assinatura de jornal, grossamente comparando.
Repare que é importante à empresa analisar as soluções de ERP existentes no mercado e as modalidades de licenciamento oferecidas para saber qual lhe atender melhor. Se a empresa não tiver uma equipe de Tecnologia da Informação (TI) capaz de fazer essa análise, pode valer a pena procurar um serviço de consultoria.
O tempo de implementação também é um parâmetro importante. Sistemas de ERP não começam a funcionar da noite para o dia. Os provedores das soluções precisam de tempo para adaptar o software às atividades da empresa, sem contar que necessitam considerar a infraestrutura, os recursos de segurança, testes, treinamento de pessoal, integração entre departamentos, migração a partir de sistemas legados, entre outros. Além disso, a implementação geralmente ocorre por etapas, de forma que determinados módulos do sistema sejam instalados somente depois de esse processo já ter ocorrido com outros. Portanto, a implementação de um ERP pode consumir vários meses.

Fonte: http://pt.kioskea.net/contents/entreprise/erp.php3

Automação de Força de Vendas




O aplicativo de Automação de Força de Vendas foi idealizado como uma ferramenta de produtividade para o processo de
vendas das empresas. A maximização do tempo disponível para que os Vendedores percorram suas rotas de visita, constitui o
foco principal do produto.
Sob esse ponto de vista, o aplicativo de Automação de Força de Vendas é executado em equipamento autônomo,
independente de conexões com a matriz ou filial, sendo as transferências de dados realizadas periodicamente através de
mecanismos disponibilizados pela Internet.
Com uma mini base de dados local, que é uma réplica dos bancos de dados utilizados na base central, o Vendedor ou
Representante é capaz de consultar informações importantes para a realização dos seus trabalhos, tais como: posição de
pedidos enviados à base de dados central, rotas de visitas, quotas de vendas, tabelas de preços de produtos, sugestão de
pedidos, pesquisas de mercado, despesas com quilometragem e clientes.
Para representantes existe também a opção de utilizar a versão
abaixo.Web, na qual são encontradas as mesmas funções descritas
O software de Automação de Força de Vendas permitirá que você otimize o tempo de seus profissionais e aumente a produtividade da sua empresa. O sistema é composto por dois módulos, um que é executado no Palmtop e outro que é instalado no Desktop da organização, para estabelecer a comunicação automatizada entre eles.
Através desta solução, o vendedor terá em mãos informações necessárias para realizar suas vendas. O sistema disponibiliza a lista de preços e condições de pagamento, o histórico do cliente, o estoque disponível, a relação de produtos e outros dados importantes para fechar um bom negócio.
O software pode ser implementado de acordo com a necessidade de cada empresa, e seu custo é pequeno em relação aos benefícios obtidos. Esse sistema é perfeito para você munir sua equipe de vendas com informações ágeis e segura de todo relacionamento comercial e financeiro com o cliente.

Sistemas de Apoio ao Executivo (SAE)



Sistemas de Apoio ao Executivo (SAEs) atendem o nível gerencial, os gerentes seniores que tem pouco ou nenhuma experiência com computadores, servem para tomar decisões não rotineiras que exigem bom senso avaliação e percepção. Criam um ambiente generalizado de computação e comunicação em vez de aplicações fixas e capacidades específicas. Projetados para incorporar dados externos como leis e novos concorrentes, também adquirem informações dos SIG e SAD a fim de obter informações resumidas e úteis aos executivos. , não só sob forma de textos, mas também gráficos projetados para solucionar problemas específicos que se alteram seguidamente, através de modelos menos analíticos. Ele é formado por  estações de trabalho, menus gráficos , dados históricos e de concorrentes ,bancos de dados externos, e possuem fácil comunicação e interface.

Quanto a função organizacional, os SI se dividem em Sistemas de Venda e Marketing, responsável pela venda do produto ou serviço. O Marketing procura identificar o que os clientes querem consumir e também os melhores clientes, criando e mostrando novos produtos ou serviços através de propagandas e promoções, já as Vendas contatam os clientes, oferecem os produtos e serviços fecham pedidos, acompanham o comercio.. No nível estratégico eles monitoram e apóiam novos produtos e oportunidades e identificam o desempenho dos concorrentes.. No nível de Gerencia dão suporte a pesquisas de mercado campanhas promocionais e determinação e preços, analisando o desempenho do pessoal de vendas, No nível de conhecimento apóiam estações de trabalho analisando marketing e no Operacional dão suporte ao atendimento e localização de clientes.  Sistemas de Informação de Fabricação e Produção, responsável pela produção de bens e serviços tratam do planejamento, desenvolvimento, manutenção e estabelecimento de metas de produção aquisição e armazenagem de equipamentos, matérias primas para fabricar produtos acabados. No Nível Estratégico ajudam a localizar novas fabricas e investir em novas de tecnologias de fabricação, no Nível de Gerencia analisam e monitoram custos, recursos de fabricação e produção no de Conhecimento criam e distribuem conhecimentos especializados orientando o processo de produção e no Operacional monitoram e controlam a produção. Um exemplo simples deste tipo de sistema s é o controle de estoque com emissão de relatórios.
Então Sistemas Integrados exigem conhecimento dos processos e níveis empresariais bem como fluxos de informações, sendo determinados pelos gerentes os setores que devem estar ligados para atender as necessidades da empresa de acordo com os recursos tecnológicos e administrativos que ela possui.

Fonte:http://www.furb.br/especiais/download/130176-110562/015%20-%20Sistemas%20de%20informacoes%20gerenciais.pdf

Sistemas de Apoio à Decisão (SAD)

1. Introdução
A área de Gerenciamento de Sistemas de Informação é bastante abrangente. Por isso, encontramos nela uma grande quantidade de termos, usados em tentativas de caracterizar e classificar os Sistemas de Informação (SI). Geralmente essa proliferação de termos mais complica do que ajuda o entendimento da área. Existem tantas siglas, como EDP ("Electronic Data Processing"), MIS ("Management Information Systems"), EIS ("Executive Information Systems"), ES ("Expert Systems"), DSS ("Decision Support Systems"), que fica difícil diferenciar, com certeza, os conceitos e as aplicações a que se referem. Na verdade, muitas vezes parece não existirem fronteiras claras, bem definidas, que limitam e demarcam corretamente esses conceitos.
Além disso, muitas das definições de SI encontradas na literatura, algumas das quais são discutidas neste trabalho, podem induzir o leitor a confundir os sistemas que descrevem com Sistemas de Apoio à Decisão (SAD), dando a impressão de que qualquer SI pode ser considerado como um SAD ou ser transformado em um SAD.
Pelos motivos apresentados, este trabalho tem os seguintes principais objetivos:
  • Definir e categorizar os vários tipos de SI descritos na literatura técnica;
  • Definir e demarcar SAD.
2. Sistemas de Informação
2.1. Definição
Sistemas de Informação (SI) são sistemas que permitem a coleta, o armazenamento, o processamento, a recuperação e a disseminação de informações. SI são, hoje, quase sem exceção, baseados no computador e apoiam as funções operacionais, gerenciais e de tomada de decisão existentes na organização. Os usuários de SI são provenientes tanto do nível operacional, como do nível tático e mesmo estratégico e utilizam SI para alcançar os objetivos e as metas de suas áreas funcionais.
Como bem ressalta Maurício Prates, em seu artigo "Conceituação de Sistemas de Informação do Ponto de Vista do Gerenciamento" [PRAT94], SI são formados pela combinação estruturada de vários elementos, a saber: a informação (dados formatados, textos livres, imagens e sons), os recursos humanos (pessoas que coletam, armazenam, recuperam, processam, disseminam e utilizam as informações), as tecnologias de informação (o hardware e o software usados no suporte aos SI) e as práticas de trabalho (métodos utilizados pelas pessoas no desempenho de suas atividades), organizados de tal modo a permitir o melhor atendimento dos objetivos da organização.
2.2. Características
Como observado na Introdução, uma grande quantidade de termos é usada para classificar e caracterizar SI. Uma forma de limitar e demarcar corretamente as fronteiras conceituais entre esses termos é relacionar cada tipo de SI com o estágio de utilização da informática em que uma organização se encontra.
Segundo Richard Nolan, em seu livro Management Accounting and Control of Data Processing [NOLA77], a evolução da informática numa organização ocorre em seis estágios:
  • Iniciação
Neste estágio o usuário é resistente ao uso da informática e seu envolvimento com a tecnologia é superficial. A organização encoraja o uso da informática e se preocupa com o aprendizado, mas poucas atividades são automatizadas.
  • Contágio
Neste estágio começam a proliferar SI informatizados, que automatizam atividades antes desenvolvidas manualmente, sem, porém, se preocupar com a integração das informações.
  • Controle
Neste estágio o crescimento do uso de SI na organização passa a ser explosivo, o usuário sendo a força propulsora. Por isso, a organização passa a exigir melhor gestão dos recursos de informática.
  • Integração
Neste estágio, em resposta à pressão por melhor gestão, os SI passam a ser orientados para atender às necessidades dos níveis gerenciais, as informações são de melhor qualidade e é exigida maior integração entre elas.
  • Administração de Dados
Neste estágio, os SI começam a ser organizados em termos de sistemas que interessam à organização como um todo (chamados corporativos) e sistemas de uso setorial ou especializado, havendo cuidado, em qualquer hipótese, com a correta administração dos dados, de modo a evitar redundâncias.
  • Maturidade
Neste estágio, a informação passa a ser considerada como patrimônio da organização, o usuário é participativo e responsável e o crescimento da informática é ordenado.
Na Seção 2.3, que descreve os vários tipos de SI, busca-se relacionar cada tipo de SI a um - ou mais de um - desses estágios.
2.3. Tipos
Embora possa haver muitas maneiras de categorizar os SI, uma forma interessante é a que os classifica em:
  • Sistemas Transacionais
  • Sistemas Gerenciais
  • Sistemas Executivos
  • Sistemas Especialistas
  • Sistemas de Apoio à Decisão
2.3.1. Sistemas Transacionais
O processo inicial de informatização de qualquer organização é baseado fundamentalmente no desenvolvimento e na implantação de SI transacionais (também chamados de operacionais). Esses SI são também identificados pela expressão "Electronic Data Processing" (EDPs), e eles são necessários para o controle operacional das organizações [TOM 91].
No modelo da evolução da informática nas organizações proposto por Richard Nolan, SI transacionais se enquadram nos estágios de iniciação e contágio. São sistemas operacionais, não integrados, atendem em geral à área administrativo-financeira, controlam, na maioria das vezes, o fluxo de informações financeiras, e os usuários finais esboçam uma certa resistência a utilizá-los. Os sistemas de folha de pagamento, contabilidade, controle de estoques, contas a pagar e a receber, faturamento, etc., são exemplos de SI transacionais.
As principais funções e características desses sistemas são:
  • Coletar, via digitação, os dados existentes nos documentos operacionais das organizações, validando-os;
  • Armazenar esses dados em meio magnético;
  • Ordenar ou indexar esses dados, de modo a facilitar o acesso a eles;
  • Permitir consultas, on-line ou em batch, aos dados, detalhados ou agregados, que permitam retratar diferentes aspectos das operações;
  • Gerar relatórios que possam ser distribuídos a outras pessoas que não os usuários diretos dos SI.
Muito embora esses sistemas só controlem o fluxo de informações operacionais, eles também disponibilizam informações para a tomada de decisão. Um exemplo disso pode ser um sistema de controle de estoques que fornece informações sobre a movimentação do estoque para o departamento de compras. Este departamento poderá, através dessas informações, tomar decisões sobre quais produtos deverão ser comprados e em que quantidade. Um EDP pode, portanto, fornecer informações para apoio à decisão. Isso, porém, não o torna, apenas em decorrência desse fato, um SAD.
2.3.2. Sistemas Gerenciais
A evolução natural da informatização das organizações, após a implantação dos EDP, é o desenvolvimento de sistemas que forneçam informações integradas e sumarizadas, provenientes de diversos sistemas transacionais. Essas informações têm capacidade de prover material para análise, planejamento e suporte à decisão [DAVI85] e possibilitam a gerentes de médio escalão visualizar o desempenho de seu departamento e mesmo da organização como um todo. Esses sistemas que suprem com informações a média gerência são geralmente chamados de "Management Information Systems" (MIS).
O surgimento desses sistemas acontece nos estágios de controle e integração, no modelo proposto por Richard Nolan, onde o usuário é força propulsora e exige informações em maior quantidade, menor tempo e com melhor nível de integração.
Um bom exemplo de MIS pode ser encontrado em um sistema que analisa as receitas e as despesas de uma organização e possibilita que gerentes as relacionem e comparem com o que foi planejado no orçamento.
As principais funções e características desses sistemas são:
  • Integrar dados de diversas aplicações e transformá-los em informação;
  • Fornecer informações para o planejamento operacional, tático e até mesmo estratégico da organização;
  • Suprir gerentes com informações para que estes possam comparar o desempenho atual da organização com o que foi planejado;
  • Produzir relatórios que auxiliem os gerentes a tomar decisões.
A grande maioria das informações produzidas por um MIS, quer seja para análise de tendências, quer seja para planejamento ou revisão, auxilia os gerentes no processo de tomada de decisão. Isso significa que um MIS pode ter funções específicas que façam parte de ambientes de apoio à decisão.
2.3.3. Sistemas Executivos
Com base nos dados existentes nos EDPs, nas informações disponíveis nos MIS e em informações coletadas de fontes externas à organização, é possível construir sistemas de informação dirigidos para a alta gerência. Esses sistemas que abastecem a alta gerência de informações são geralmente chamados de "Executive Information Systems" (EIS) e permitem que o executivo tenha ou ganhe acesso a informações internas e externas à organização que sejam relevantes para controlar os fatores críticos de sucesso [WATS92].
Segundo Henry C. Lucas Jr., em seu livro Information Systems Concepts for Management [LUCA90], um EIS não tem maiores diferenças conceituais em relação a um sistema de apoio à decisão. O que o diferencia é, em geral, a interface com o usuário, que deve permitir que um executivo o utilize com facilidade.
Os EIS começam a ser desenvolvidos nas organizações nos estágios de administração de dados e maturidade, no modelo definido por Richard Nolan. Nesses estágios os sistemas de informação existentes refletem o fluxo de informações da organização, o usuário participa integralmente do desenvolvimento dos sistemas, as informações passam a ser consideradas patrimônio da organização, o crescimento da informática é ordenado, a informática passa a ter função de apoio estratégico para a organização e não se tomam decisões sem base nas informações produzidas por um EIS.
As principais funções e características desses sistemas são:
  • Gerar mapas, gráficos e dados que possam ser submetidos a análise estatística para suprir os executivos com informações comparativas, fáceis de entender;
  • Fornecer dados detalhados sobre passado, presente e tendências futuras das unidades de negócios em relação ao mercado para auxiliar o processo de planejamento e de controle da organização [WATS92];
  • Possibilitar a análise das informações obtidas;
  • Permitir que o executivo se comunique com o mundo interno e externo através de interfaces amigáveis (correio eletrônico, teleconferência, etc.) que sejam flexíveis a ponto de se ajustarem ao seu estilo pessoal;
  • Oferecer ao executivo ferramentas de organização pessoal (calendários, agendas eletrônicas, etc.) e de gerenciamento de projetos, tarefas e pessoas.
2.3.4. Sistemas Especialistas
O conhecimento e as experiências que uma pessoa detém sobre determinada área do conhecimento precisa ser, muitas vezes, preservado e disseminado para que pessoas com menos conhecimento e experiência possam deles se valer para resolver seus problemas [ROCK86].
Existem sistemas de informação que armazenam e disponibilizam o conhecimento e as experiências de especialistas. Esses SI são geralmente conhecidos como "Expert Systems" (ES), quando fornecem, eles mesmos, soluções para determinados problemas, e como "Expert Support Systems" (ESS), quando fornecem informações extraídas das bases de conhecimento a profissionais e executivos para auxiliá-los no processo de tomada de decisão.
Normalmente, o desenvolvimento desses sistemas não depende da existência de outros SI e, portanto, eles podem ser desenvolvidos em qualquer um dos estágios da evolução da informática no modelo definido por Richard Nolan.
As principais funções e características desses sistemas são:
  • Armazenar o conhecimento e as experiências de especialistas em bases de conhecimento;
  • Utilizar mecanismos de inferência integrados às bases de conhecimento para resolver - ou auxiliar a resolver - problemas;
  • Possibilitar a inclusão de novos conhecimentos nas bases de conhecimentos sem eliminar os conhecimentos já armazenados.
2.3.5. Sistemas de Apoio à Decisão
Os SI até aqui descritos podem ter funções que forneçam informações para tomada de decisão. Segundo Ralph H. Sprague e Hugh J. Watson, no livro Sistemas de Apoio à Decisão [SPRA91], qualquer SI que forneça informações para auxílio à decisão é um sistema de apoio à decisão (SAD).
Essa afirmação é, porém, bastante questionável, pois SAD são sistemas que não só fornecem informações para apoio à tomada de decisão, mas que contribuem para o processo de tomada de decisão. A obtenção da informação é apenas parte do processo, como veremos detalhadamente adiante.
SAD, que também são conhecidos como "Decision Support Systems" (DSS), possuem funções específicas, não vinculadas aos sistemas existentes, que permitem buscar informações nas bases de dados existentes e delas retirar subsídios para o processo de tomada de decisão. SAD começam a ser desenvolvidos na organização a partir dos estágios de controle e integração no modelo proposto por Richard Nolan.
SAD serão discutidos em maior detalhe a seguir.
3. Sistemas de Apoio à Decisão
3.1. Conceituação
A necessidade dos SAD surgiu na década de 70, em decorrência de diversos fatores, como, por exemplo, os seguintes:
  • Competição cada vez maior entre as organizações;
  • Necessidade de informações rápidas para auxiliar no processo de tomada de decisão;
  • Disponibilidade de tecnologias de hardware e software para armazenar e buscar rapidamente as informações;
  • Possibilidade de armazenar o conhecimento e as experiências de especialistas em bases de conhecimentos;
  • Necessidade de a informática apoiar o processo de planejamento estratégico empresarial.
Esses fatores contribuíram para que as organizações começassem a desenvolver SI que pudessem fornecer informações para auxiliar no processo de tomada de decisão.
A literatura disponível sobre SAD não deixa muito claro o que vem a ser um SAD. Existem muitas definições que são contraditórias e que podem, inclusive, ser confundidas com definições de outros tipos de SI.
Dentre as definições consultadas, ilustremos com três:
  • "SAD é um sistema de informação que apoia qualquer processo de tomada de decisão em áreas de planejamento estratégico, controle gerencial e controle operacional" [SPRA91].
  • "SAD é um sistema baseado em computador que auxilia o processo de tomada de decisão utilizando dados e modelos para resolver problemas não estruturados " [LUCA90].
  • "SAD é uma estratégia de implementação que torna o computador útil ao gerente" [ROCK86].
Analisando essas definições, algumas questões podem ser levantadas, como, por exemplo:
  • Um EIS também auxilia o processo de tomada de decisão na área de planejamento estratégico e, nem por isso, é chamado de SAD. O mesmo acontece com MIS na área de controle gerencial e com EDP na área de controle operacional.
  • Um SAD também serve para auxiliar a resolução de problemas estruturados.
  • Todo SI pode ser útil ao nível gerencial e, nem por isso, todo SI será um SAD.
Um EIS, um MIS e um EDP podem ter funções que forneçam informações para apoio à decisão. Porém, esses SI não foram construídos com o objetivo de auxiliar o processo de tomada de decisão. Quando se fala em auxiliar o processo de tomada de decisão, isso não significa somente fornecer informações para apoio à decisão, mas, também, analisar alternativas, propor soluções, pesquisar o histórico das decisões tomadas, simular situações, etc.
O processo de tomada de decisão se desenrola, portanto, através da interação constante do usuário com um ambiente de apoio à decisão especialmente criado para dar subsídio às decisões a serem tomadas. Esse ambiente, representado na Figura 3.1, é constituído por:
Figura 3.1.
  • Bancos de Dados (BD) - São formados por informações internas e externas à organização, por conhecimentos e experiências de especialistas e por informações históricas acerca das decisões tomadas.
  • Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) - Após os dados estarem instalados no BD, o SGDB deve possibilitar o acesso às informações e a sua atualização, garantindo a segurança e a integridade do BD [AWAD88].
  • Ferramentas de Apoio à Decisão (FAD) - São softwares que auxiliam na simulação de situações, na representação gráfica das informações, etc.
  • Ambiente Aplicativo (AA) - São sistemas aplicativos ou funções acrescidas aos sistemas existentes que fazem análise de alternativas e fornecem soluções de problemas.
  • Ambiente Operacional (AO) - É composto por hardwares e softwares que permitem que todos os componentes do ambiente sejam integrados.
A todo esse ambiente, que fornece subsídios para que o usuário tome decisões, é que daremos neste trabalho o nome de SAD.
3.2. Características
As principais características dos SAD são:
  • Possibilidade de desenvolvimento rápido, com a participação ativa do usuário em todo o processo;
  • Facilidade para incorporar novas ferramentas de apoio à decisão, novos aplicativos e novas informações.
  • Flexibilidade na busca e manipulação das informações [BURC89];
  • Individualização e orientação para a pessoa que toma as decisões, com flexibilidade de adaptação ao estilo pessoal de tomada de decisão do usuário [MITT86];
  • Real pertinência ao processo de tomada de decisão, ajudando o usuário a decidir através de subsídios relevantes;
  • Usabilidade, ou seja, facilidade para que o usuário o entenda, use e modifique de forma interativa. [AWAD88].
3.3. Motivação para Uso
Quando uma organização não possui sistemas de informação que auxiliem o processo de tomada de decisão, as decisões são baseadas em dados históricos e em experiências individuais. Quando existe um SAD apoiando esse processo, as informações fornecidas por ele são incorporadas aos dados históricos e experiências individuais, possibilitando melhores condições para a tomada de decisão.
Em qualquer das situações citadas, a saída ou a mudança do usuário poderá causar grande impacto na organização. Isto acontecerá devido à perda da história de como as decisões foram tomadas.
Partindo do princípio de que um SAD auxilia o processo de tomada de decisão, é importante que seus conceitos retratem a cultura da organização e façam parte integrante dela, não servindo apenas para atender às necessidades específicas de um usuário. Este é o principal motivo para que as empresas implantem SI que auxiliam o processo de tomada de decisão.
O sucesso de um SAD, a sua continuidade, e, principalmente, a motivação para que as pessoas responsáveis pela tomada de decisão o utilizem dependem dos seguintes fatores:
  • O modelo construído deve atender às necessidades gerais da organização e não somente às necessidades específicas de um usuário;
  • Eventuais mudanças no sistema devem ser feitas rapidamente pelo analista de sistemas para atender a novas necessidades de informação para apoio à decisão;
  • Informações sobre as decisões tomadas devem ser armazenadas e estar disponíveis para que outras pessoas as utilizem em novos processos de tomada de decisão;
  • A interface com o usuário deve ser a mais amigável possível;
  • A obtenção das informações, internas e externas à organização, deve ser imediata;
  • Os benefícios da utilização de SAD devem ser disseminados na organização através de cursos, palestras, etc.
3.4. Tendências no Uso de SAD
À medida que a informática vai evoluindo dentro das empresas (os sistemas transacionais já estão implantados, já existem sistemas que fornecem informações gerenciais, etc.), a tendência natural é que aumente a demanda por SAD. O grande incentivo para a utilização de SAD se dará, porém, quando a eles forem incorporadas algumas importantes tecnologias de informação, já disponíveis ou emergentes, como as seguintes:
  • Groupware ou CSCW (Computer-Supported Cooperative Work)
Essa tecnologia permitirá que duas ou mais pessoas trabalhem em tarefas comuns, em ambientes computacionais completamente diferentes, mesmo que estejam localizadas em locais geograficamente distantes, interagindo, discutindo e tomando decisões sobre um mesmo assunto [KRAS91]. Uma aplicação para a área médica que utiliza esse conceito é a Telemedicina, onde especialistas podem discutir radiografias, resultados de exames, visualizar operações e tomar decisões em conjunto sobre o estado clínico de pacientes localizados em salas ou mesmo em hospitais diferentes e distantes.
  • Simulação
Muitas decisões poderão ser tomadas através de modelos simulados em computadores que servirão para analisar e avaliar um amplo conjunto de problemas do mundo real [FITZ93]. As alternativas de decisão poderão ser analisadas e validadas através de simulação antes que a decisão seja tomada.
  • Gerenciadores de Informação
Esses sistemas permitirão obter, integrar e manipular, além dos dados quantitativos, os dados qualitativos de todos os SI existentes na organização.
  • Multimídia
Multimídia possibilitará que um SAD possa guardar e buscar informações contidas em gerenciadores de banco de dados através de hiperdocumentos, ou seja, documentos computadorizados que contenham diagramas, imagens, sons, animação, vídeo e texto, disponibilizados através de formas de acesso totalmente flexíveis [MART92]. A informação para auxílio à tomada de decisão poderá ser encontrada e visualizada de forma mais rápida e fácil.
  • Expert Systems
Através da área da inteligência artificial, que se ocupa da construção de sistemas que manipulam informações armazenadas em bases de conhecimento e que retratam o raciocínio de especialistas [ROCK86], será possível guardar as decisões tomadas e o raciocínio que foi utilizado para se chegar a elas. Os SAD poderão buscar informações nessas bases de conhecimento para auxiliar futuras decisões.
  • Interfaces Amigáveis
O acesso às informações oferecidas por um SAD poderá ser feito através de ícones acionados por mouses ou tocados com os próprios dedos. Os teclados e mesmo os mouses futuramente deverão ser substituídos pela voz humana. A representação da informação será exibida através de várias mídias (voz, sons, imagens, animação, texto, etc.). Isto tornará a interface bem mais agradável.
  • Redes de Comunicação
O avanço das redes de comunicação permitirá a transmissão simultânea e sincronizada de sons, imagens, vídeos, dados e textos em alta velocidade, com informações totalmente digitais e com alto grau de segurança. A obtenção das informações para auxílio à decisão será instantânea.
4. Conclusões
Com base na discussão realizada, podemos extrair as seguintes conclusões do presente trabalho:
  • Para classificar e caracterizar um SI é útil analisar o estágio da evolução da informática em que a organização se encontra. Se a organização estiver no estágio de iniciação ou contágio, dificilmente os SI implantados poderão ser classificados e caracterizados como MIS, SAD, ou EIS.
  • O fato de um SAD fornecer informações e subsídios que contribuem para o processo de tomada de decisão o diferencia dos demais tipos de SI: somente SAD possuem essa característica.
  • Para desenvolver um SAD é necessário construir um ambiente de apoio à decisão (AAD). Construir um AAD, em alguns casos, não significa construir um novo SI, mas, sim, incorporar aos sistemas existentes Ambientes Aplicativos (AA) e/ou Ferramentas de Apoio à Decisão (FAD) que forneçam informações e subsídios para o processo de tomada de decisão.
5. Bibliografia
  1. AWAD88; Awad, Elias M., Management Information Systems, Benjamin/Cummings, 1988.
  2. BURC89; Burch, John G. e Gary Grudnitski, Information Systems - Theory and Practice, John Wiley & Sons, 1989.
  3. DAVI85; Davis, Gordon B. e Margrethe H. Olson, Management Information Systems, McGraw-Hill, 1985.
  4. FITZ93; Fitzpatrick, Kathy E., Joanna R. Baker e Dinesh S. Dave, "An Application of Computer Simulation to Improve Scheduling of Hospital Operating Room Facilities in the United States", International Journal of Computer Applications in Technology, 1993.
  5. KRAS91; Krasner, Herb, John McInroy e Diane B. Walz, "Groupware Research and Technology Issues with Application to Software Process Management", IEEE Transactions on Systems, Man, and Cybernetics, July/August, 1991.
  6. LUCA90; Lucas, Henry C. Jr., Information Systems Concepts for Management, McGraw-Hill International, 1990.
  7. MART92; Martin, James, Hiperdocumentos e Como Criá-los, Campus, 1992.
  8. MITT86; Mittra, Sitansu S., Decision Support Systems Tools and Techniques, John Wiley & Sons, 1986.
  9. NOLA77; Nolan, Richard L., Management Accounting and Control of Data Processing, National Association of Accountants, 1977.
  10. PRAT94; Prates, Maurício, "Conceituação de Sistemas de Informação do Ponto de Vista do Gerenciamento", Revista do Instituto de Informática, PUCCAMP, Março/Setembro, 1994.
  11. ROCK86; Rockart, John F. e Cristine V. Bullen, The Rise of Managerial Computing, Dow Jones-Irwin, 1986.
  12. SPRA91; Sprague, Ralph H. e Hugh J.Watson, Sistemas de Apoio à Decisão, Campus. 1991.
  13. TOM 91; Tom, Paul L., Managing Information as a Corporate Resource, Harper Collings Publishers, 1991.
  14. WATS92; Watson, Hugh J., R. Kelly Rainer e George Houdeshel, Executive Information Systems, John Wiley & Sons, 1992.

Sistemas de Informações Gerenciais (SIG)

Sistema de Informações Gerenciais (SIG)

O que é um SIG e qual sua importância para uma organização.
O que é ?

Sistema de Informações Gerenciais (SIG) é o processo de transformação de dados em informações que são utilizadas na estrutura decisória da empresa, bem como proporcionam a sustentação administrativa para os otimizar resultados esperados.

Os SIGs são sistemas responsáveis por fornecer informação e apoio aos gerentes em sua tomada de decisão eficaz. Relatórios e demostrativos pré-estipulados são as formas mais comuns de resultado de um SIG.
Exemplo: Os gerentes de vendas podem utilizar um terminal em seu computador para obter visualizações instantâneas sobre os resultados de vendas de seus produtos e acessar relatórios semanais de análise que avaliam as vendas realizadas por cada vendedor.

É importante ressaltar que um Sistema de Informação (SI) não é composto apenas por um programa, um computador e um operador (usuário). Para formar um SI são necessários os seguintes recursos:
  • Pessoas: recursos humanos;
  • Hardware: dispositivos físicos;
  • Redes: canais de comunicação;
  • Dados: dados armazenados em estado bruto, ou seja, não tratados;
  • Software: instruções e procedimentos de processamento de informação.

Importância

Geralmente tem-se dificuldade de avaliar, de forma quantitativa, qual o efetivo benefício de um sistema de informações gerenciais, ou seja, a melhoria no processo decisório.
Entretanto, pode-se trabalhar com uma base numa lista de hipóteses sobre os impactos dos sistemas de informações gerenciais na empresa, o que propicia ao executivo um entendimento, ainda que genérico, de sua importância.
Neste sentido pode-se afirmar que o SIG pode, sob determinadas condições, trazer os seguintes benefícios para a organização:
  • redução nos custos das operações;
  • melhoria no acesso às informações, propiciando relatórios mais precisos e rápidos, com menor esforço;
  • melhoria na produtividade, tanto setorial quanto global;
  • melhoria nos serviços realizados e oferecidos;
  • melhoria na tomada de decisões, através do fornecimento de informações mais rápidas e precisas;
  • estímulo de maior interação entre tomadores de decisão;
  • fornecimento de melhores projeções dos efeitos das decisões;
  • melhoria na estrutura organizacional, por facilitar o fluxo de informações;
  • melhoria na estrutura de poder, propiciando maior poder para aqueles entendem e controlam o sistema;
  • redução do grau de centralização de decisões na empresa;
  • melhoria na adaptação da empresa para enfrentar os acontecimentos não previstos, a partir das constantes mutações nos fatores ambientais;
  • otimização na prestação dos seus serviços aos clientes;
  • melhor interação com os seus fornecedores;
  • melhoria nas atitudes e atividades dos funcionários da empresa;
  • aumento do nível de motivação das pessoas envolvidas;
  • redução de custos operacional;
  • redução da mão-de-obra burocrática; e
  • redução dos níveis hierárquicos.

Referências bibliográficas

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Sistemas de informações gerenciais: estratégias, táticas operacionais. São Paulo: Atlas, 1993.

O'BRIEN, James A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da internet. Traduzido por Célio Knipel Moreira e Cid Knipel Moreira. São Paulo: Saraiva, 2004.
Ações do documento